Tarefa 5 – Practicing random kindness and senseless acts of beauty

Publicado: 09/04/2012 em Tarefa 5/6

Aparentemente, as pessoas abaixo tem pouco em comum. Cada um está num lugar, não se conhecem e não sabem da história do outro. No entanto, um grande laço se forma. Um recebe, outro ajuda. Outro recebe, outro ajuda. De pessoas desconhecidas, nos tornamos uma grande família. Gentileza Gera Gentileza.

(Ofereço uma música do Playing for Change – Connecting the world through music enquanto você lê todas as histórias que aconteceram pelo mundo e foram compartilhadas para esta tarefa.)

(Paris, França) Stitch tem um casal de amigos que recebeu: “Eles saíram do país pela primeira vez e levaram, cada um, uma mala enorme com quase 30kg cada uma! Eles não sabiam falar nada de francês, apenas um pouco de inglês. Eles chegaram no aeroporto e tinham que se virar para ir até o hotel, com mala e cuia! Entraram num trem, pois tinham recebido essa orientação num balcão de informações para turistas, e durante o trajeto, penso eu, deixaram transparecer que estavam perdidos e sem saber o que fazer, pois o hotel era bem longe do aeroporto. Eis que um jovem parisiense, vendo a cena, se ofereceu para ajudá-los, mas ele não sabia falar nada além de francês! Então eles se comunicaram por mímica e o meu amigo mostrou o endereço do hotel anotado num papel. Desde então, o parisiense tomou a dianteira de tudo: carregou a mala da minha amiga escada e ruas acima e saiu do seu trajeto para deixá-los, em segurança, no hotel. Meus amigos ficaram muito gratos e dividiram com todo mundo essa história, pois a fama dos parisienses não é de serem os mais simpáticos, mas isso sim foi uma gentileza!”

(Michigan, USA) Mari semeou: “Minha gentileza é cuidar dos filhos dos meus amigos. Filhos barulhentos, filhos gulosos, carinhosos, outros bagunceiros, mas todos peludos. Sim, em casa sempre tem um gato ou um cachorro visitando, ou tudo junto. Hoje em casa tem 2 gatos, o Rick e o Fedido, e o Jones que é um pitbull. Trabalho dá, mas dá alegria tambem. “

(Vancouver, Canada) Karen recebeu: “o gesto mais recente de gentileza que recebi foram estas singelas flores… recebi quando completei 1 ano no Canada.  1 delas representa o primeiro ano e a outra a possibilidade do segundo ano. Fiquei muito emocionada… foi numa das manhãs de sexta-feira na qual me reúno com 4 amigas para tomar café da manhã e falar sobre a vida, sobre Deus e sobre nosso lugar no mundo… bem especial a surpresa que recebi.”

(São Paulo, Brasil) Domingos recebeu:  “eu estava investigando um sintoma de doença e uma ajudante de um médico, percebendo que eu precisava de ajuda “extra-clínica” me passou o nome de dois livros e recomendou que eu fizesse yoga. Li os livros e segui seu conselho…e foi muito bom! Ela não tinha nenhum interesse a não ser o bem de um desconhecido…muito legal! Acabo de fazer uma oração por ela, desejando todo o bem, algo que nunca tinha feito!”.

(São Paulo, Brasil) Domingos semeou “um amigo meu tinha apenas 12 anos de idade, quando decidiu ajudar a amiga da mãe dele, uma mulher negra de vinte e poucos anos de idade, a progredir nos estudos já que só era alfabetizada e mais nada. Durante um bom tempo, deu aulas de matemática e português para esta moça, também sem esperar nada em troca e ela pode se formar na escola fundamental. Muitos anos depois, soube por sua mãe que a Vera, aquela amiga, tinha-se graduado no nível superior e era uma bem sucedida profissional!”

(Rio de Janeiro, Brasil) Fê recebeu a história do Profeta Gentileza e semeou “Estava eu no Rio de Janeiro e me contaram sobre a história de um cara que escrevia em postes e viadutos palavras de gentileza…Depois descobri que tem até uma música da Marisa Monte sobre ele…!” De repente, ele recebeu o meu email perguntando sobre Gentileza.

(São Paulo, Brasil) Uli semeou a música da Marisa Monte, sem saber da história do Fê: http://www.youtube.com/watch?v=kbyC7IeJRNc&feature=fvst

(São Paulo, Brasil) Rô ofereceu o seu assento para uma pessoa idosa num vagão cheio do metrô se São Paulo. O senhor recusou, mesmo quando ele insistiu diversas vezes em oferecer o seu banco. Depois, o senhor encontrou outro assento, olhou com bondade para o Rô e lhe ofereceu uma bala como gesto de agradecimento. Rô semeou, mas acabou recebendo.

(Rio de Janeiro, Brasil) Cris Silva semeou: Numa noite bem gelada, algo me tocou em relação ao meu bem-estar, fato que me fez agradecer a Deus por ter minha casa, minha cama com lençóis, cobertores e tudo que preciso para estar acolhida. Mas ao mesmo tempo em que eu agradecia por esse conforto, lembrei das pessoas que moram na rua, que naquele momento deveriam estar sentindo muito frio… Iniciei uma busca pelo guarda-roupa e peguei casacos e outras coisas que não estavam sendo usados. Fui em busca dos moradores de rua que vivem no meu bairro. Um deles estava deitado perto de um bar, onde várias pessoas bebiam. Esse morador estava em cima de um papelão, e com a cabeça recostada no degrau de uma loja que estava fechada, só com a roupa do corpo e um lençol que mal dava para cobrí-lo. Eu o toquei calmamente e disse que gostaria de oferecer um agasalho. Perguntei se ele aceitava. Ele sentou-se e balançou a cabeça dizendo que sim. Então eu ofereci ajuda para vestí-lo. Peguei o agasalho mais quentinho de todos para que ele passasse por aquela noite gélida. As pessoas do bar pararam diante da cena, mas não me importei com elas. Terminei de vestí-lo e, por sorte eu tinha também uma mantinha e um outro agasalho. Enrolei este último para fazer de travesseiro e pedi que deitasse que eu iria cobrí-lo com a mantinha. Ele deitou e eu assim fiz, dizendo que dormisse com Deus. Ele, sem falar nada, estendeu a mão e fez um gesto de agradecimento, o que me emocionou. Como ainda tinha mais algumas coisas, fui em busca de outros moradores. E achei um abrigo improvisado com telha. Chamei e não tinha ninguém. Então deixei a sacola com  agasalhos lá, na esperança de que ao chegarem, eles encontrassem algo que pudesse aquecê-los e amenizar o frio de dias tão cruéis.

(Rio de Janeiro, Brasil) Cris Silva recebeu: Um gesto de muita gentileza e solidariedade que recebi foi quando minha vó estava doente. E minha amiga Jade Vasconcelos, com o irmão internado em estado gravíssimo, ligou para dizer que poderia ficar comigo um pouco. Eu não aceitei, mas achei a coisa mais linda. Atitudes que não esquecemos!

(Auckland, NZ – Born in Cambodja and lived for a while in Africa) Yong Ly received: my climb up kilimanjaro. Birthday present from my friends in nz.. 😛

(São Paulo, Brasil) Tass semeou: “O trânsito de São Paulo esta cada vez mais estressante e eu estava dirigindo cada vez mais agressivamente, excesso de velocidade, dando fechadas e fazendo manobras irregulares. Eu decidi mudar, estou respeitando os limites de velocidade, evito de fazer manobras irregulares e principalmente adotei a gentileza, agora dou passagem a todos que me solicitam. Eu contei, são em média 10 ações desta por dia. É interessante que muitos depois que passam dão sinal de positivo, outros buzinam e outros acenam.”

(Ceará, Brasil) Lucila semeou: “Meu primo, com quem tenho muita proximidade, perdeu a mãe, a tia que eu mais amava, em razão de um câncer violento em há alguns anos. Em 2009, ele se casou com uma moça do Ceará, cuja família era apenas a mãe, que morava lá. Eles foram morar na mesma cidade da mãe dela e se afastaram um pouco da familia de São Paulo. Perdemos um pouco o contato por isso… No fim do ano passado, a mãe dela teve exatamente o mesmo câncer que minha tia, com a mesma gravidade. Meu primo e a esposa reviveram todo o sofrimento, mas sozinhos lá no Ceará, não tinha ninguém por perto. Eu fiquei muito triste com a notícia, e queria fazer alguma coisa para ajudá-los… Como era Natal, resolvi que visitaria a sogra dele, que eu nem conhecia, mas, de alguma forma, queria estar presente naquele momento. Foi uma vontade muito forte, como se eu tivesse sentido uma grande necessidade de ir… Era um domingo, apareci por lá e eles ficaram super felizes com a visita inesperada, me agradecem sempre… Eu fui à casa do meu primo, e ele me confessou, magoado, que desde que ele morava lá, ninguém da nossa família tinha ido visitar a casa deles, tampouco a sogra, que estava no hospital… Morri de pena… No fim do dia, fui ao hospital ver a sogra dele, meio receosa de ser intrometida pois ela nem sabia quem eu era, mas a reação dela foi oposta a essa: ela insistiu para que eu ficasse ao lado dela no leito da UTI durante os 30 minutos de visita que eram permitidos. Chorei muito, rememorando o sofrimento com a doença da minha tia, e sentindo que ela estava super mal… Fui embora no mesmo dia, e, 10 dias depois da minha visita, meu primo me ligou, avisando da morte dela… Muito embora eu não tenha participado tanto da doença dela, me doei com muita intensidade durante o pouco tempo que pude estar por perto, e percebi o quanto esse pequeno gesto, que significou tanto pra mim, também teve um significado forte pro meu primo e pra esposa. Tive a nítida sensação de prestar uma homenagem pra sogra do meu primo, pra minha tia, pro meu primo.”

(Johannesburg, Africa) Malcolm offered: A black man looked at me as I crossed the road, leaving the office. His arm was hanging oddly from his shoulder. He lifted his sleeve. There was blood all over it. His limb was looking unnatural- the bone structure appeared all wrong. An electric bolt convulsed through me. This man was in serious trouble. I can’t remember our earliest exchanges. But in a flash, my gut decided that I would help this guy. We went to Johannesburg General Hospital. As a foreigner (the man was from Mozambique), they refused to treat him unless he could present his permit and pay the fees for admission and the operation- a total cost of 1300 rand. He had two broken bones. They gave him a painkiller injection and he left. He said “I sent a boy to go and get my permit. I’m going to meet him at a taxi stop in town. But I still need money. If you gave me the money, I would get it back to you in two weeks. Just give me your phone number.” I was making a number of calculations in my head. 1300 rand is a lot of money here (about NZ$250). I have a fear of being a soft touch for charlatans- a fool and his money are easily parted. However, I felt the path for me was clear. This guy was in dire straights. I reaffirmed my determination that I would help him.I drew up to a spot close to the taxi area, opened my wallet and gave him 1300 rand.“This is a gift. You don’t need to pay me back. I will come and visit you in the hospital tomorrow.”

(Auckland, New Zealand) Malcolm received:  I was a boarding a plane to Auckland from where I wouldgo to a music festival. My pocket was empty. They weren’t cheap tickets. NZ$239. I began writing a text to my mother who had driven me to the airport. “Please turn off all electronic devices.” As my morale deflated, I looked up to see an attractive young stewardess walking down the aisle. She had something in her hand. My eyes grew wider. I saw the word ‘ticketek’.”Are those my tickets?” I was completely stunned.-“You must have dropped them in the airport. A policeman found them and gave them to us.” She handed them to me. A policeman? But how did he know I was here? – “Your name is on the receipt. He must have found out which flight we were on. He gave them to our ground staff who passed them to us.” Thank you to the thoughtful person who found my tickets and went to the trouble of tracking me down. Thank you to the Jetstar staff who got the ticket to me so promptly. Acts of kindness like this make strangers feel like family.

(Tokyo, Nihon) Megumi Wadano ofereceu: Ela é artista e veio lá do Japão até a NZ. Estava fazendo estes desenhos enquanto eu estava vendo uma exposição de artes no final de semana. Coincidência ou não, ela estava justamente pintando este cartaz “One Love”, dentre várias outras mensagens de amor e alegria que ela pinta.

(São Paulo, Brasil) Heidi recebeu:  Há cerca de 10 anos atrás, eu estava muito mal humorada, soltando fumaças pela cabeça e sentei num banco do metrô Ana Rosa. Um velhinho japonês, olhou para mim com bondade e me ofereceu um Tsuru. Ele contou que fazia isso todos os dias e me fez refletir o por quê ele estava fazendo aquilo. O que ele recebia em troca? Na hora fiquei atordoada e sem graça. Mas anos depois, lembro exatamente o que aquele velhinho fez por mim: Me deu um novo e belo dia, sem pedir nenhuma retribuição!

(Auckland, New Zealand) Heidi semeou: Este país que me recebeu durante 10 meses, foi testemunha da minha angústia, medo e total incompreensão dessa cultura em alguns momentos. Ele acolheu as minhas lágrimas com suas lindas paisagens e ar fresco, puro e calmo. Dei-lhe de presente, através das mais de 100 pessoas, a seguinte mensagem “Practice random kindness & senseless acts of beauty” carregada por um colorido tsuru mensageiro.

Tentei entregar para todo o meu prédio, mas para a minha surpresa, os “boundaries” (ou barreiras) são bem delimitadas aqui:

  1. Tentei acessar os outros andares pelo elevador, mas meu cartão não foi aceito.
  2. Não desisiti, fui pelas escadas de incêndio, mas as portas estavam trancadas quando tentava abri-las. Peguei a chave do meu andar, mas não funcionava. Só consegui destrancar o térreo e o meu andar.
  3. Então resolvi entregar apenas para os vizinhos de andar e para as pessoas da rua mesmo. Lá na rua, não existem esses limites de contato e pude entregar para quem quis receber este presente.

Lembro-me do workshop da Margaret Wheatley em Massachussets há 2 anos atrás, onde ela dizia para ficarmos ABAIXO DO RADAR, ou seja, as pessoas não necessariamente precisam ficar em destaque ou serem reconhecidas quando fazem atos nobres de amor. E nem esperar por este reconhecimento. Assim foi com essas pessoas que me ajudaram em todas as tarefas. Elas o fizeram por puro prazer e amizade. Algumas, me agradeceram por poder fornecer apenas uma pergunta ( foram presenteadas novamente pela gentileza que receberam, só pela lembrança). Outras, apenas compartilharam um momento marcante de suas vidas, nem perceberam direito a grandeza do que fizeram e algumas vezes, permaneceramcom a sua identidade não revelada. Eu mesma, aprendi muito com cada uma dessas pessoas, durante a minha vida, e agora, com essas lições de amor.

Há uma onda de Gentilezas ao meu redor. E no seu? Você já recebeu ou ofereceu algum gesto de gentileza? Você já tentou ver o mundo de uma perspectiva diferente?  Experimente! Existem “tsurus” mensageiros por todos os lados…é só enxergar com atenção.

“One love, one heart. Let’s get together and feel alright”

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 5, 4, 3, 2, 1… JÁ! Estamos loucos para ver você em ação! Chegou a hora de gerar a transformação na sua comunidade, usando o plano que você fez e os recursos que reuniu.

PRAZO: Meia noite do dia 9 de Abril de 2012. Você tem 10 dias para completar o passo 5.

Se você conseguiu realizar a sua ação, postou fotos, vídeos, relatos ou depoimentos no seu blog… o descanso merecido está chegando. Clique aqui para receber a última tarefa.

DICA: É importante ver como vai documentar toda a sua ação para que ela fique clara para os outros como foi a desempenho do seu plano.

DEVER DE CASA: Pense de que maneira o jogo mudou sua vida!


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comentários
  1. Heey!

    Your blog looks great 🙂 although I can not read it all.

    Greets Charly

    • heidih disse:

      Charly,

      Thanks a lot for your visit! I can’t wait to meet you all in July. I hope we can make it.

      Sorry I didn’t write in English because for me, I can feel the words better, directly from my heart, when I write in Portuguese.

      I loved your game for task 5!!! It seems so much fun! I wanna play it! Congratulations!!!

      Cheers,
      Heidi

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