Arquivo da categoria ‘Tarefa 3/6’

Tarefa: Mostre-nos a lista de melhoria que poderia fazer no seu entorno (prédio, bairro, escola, escritório).

Agora escolha uma delas e apresente em detalhes como você melhoraria esta situação.

PRAZO: Meia noite do dia 25 de Março. Você tem 4 dias para completar o passo 3.

RECURSOS: Textos, fotos, vídeos, desenhos, mapas mentais, tudo o que for necessário para que o lugar e a ação que escolheu fiquem claros!

DICA: Equilibre utopia e materialização, seja prático, seja simples, seja surpreendente.

DEVER DE CASA: Se você seguiu o nosso conselho de COMPARTILHAR o Caminho do Guerreiro será desde o começo mais fácil. Comece a procurar na sua rede e no próprio jogo, parceiros para concretizar sua ideia.

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Uau! Que difícil! E agora? Além da língua maori-inglês ser super difícil para mim, penso que as pessoas daqui são muito fechadas e não faço a menor ideia de como encontrar parceiros para mudança. É o que tenho procurado nos últimos 9 meses e sinceramente, não tenho tido muito sucesso. Qual parcela do meu entorno eu vou escolher? Afinal meu entorno tem várias escalas, para cima e para baixo. Dê só uma olhadinha no tamanho do Ser Humano: http://htwins.net/scale2/

O OBJETIVO DO PLANO É: SEMEAR GESTOS DE GENTILEZA, CUIDAR DO PLANETA E CUIDAR UM DO OUTRO.

I. EM AUCKLAND CITY, NOVA ZELÂNDIA:

Primeiro: Cenário atual do meu entorno (O que há?)

  • a) Falta interação entre os moradores do prédio: no elevador, no hall de entrada; corredores em que as portas estão sempre fechadas e que os moradores só tem acesso ao seu próprio andar; um mural do prédio, que está sempre vazio
  • b) Falta interação entre as pessoas na rua: a cultura da NZ é mais reservada e cada um vive bem isolado do outro, pelo menos no centro da cidade.
  • c) Falta respeito e cuidado com o Meio Ambiente: lixo jogado na rua; garrafas de cerveja jogadas no banco da praça;uma latinha de refrigerante jogada em outra árvore na frente de casa
  • d) Falta o cuidar do outro: um carrinho de supermercado? Sim! Tem gente que traz lá do supermercado (10min de casa) e deixa assim, largado na frente do prédio; as cartas indesejadas são jogadas em cima das pobres plantas do hall de entrada de casa; ainda existem muitos morados que mal seguram a porta para o próximo entrar no prédio

Segundo: Comecei a buscar pessoas para me ajudar nesse plano (Quem está envolvido? )

a) Falei com o síndico do prédio (que não mora nesse prédio), para discutir sobre as melhorias possíveis:

  1. Falei que quero doar o meu cesto de lixo de casa para que as pessoas deixem as cartas indesejadas neste lixo do hall. Ele disse que os moradores são muito preguiçosos, e mesmo assim, vão continuar jogando por aí. Além disso, o espaço é muito “pequeno” na opinião dele.
  2. Perguntei se eu poderia utilizar o mural do prédio para colocar informações sobre o descarte correto do lixo reciclável. Ele falou que o quadro é só para colocar vagas de estacionamento disponíveis.
  3. (Ele, já impaciente, olhou para o seu relógio) Pedi então o email dele para, caso eu tiver alguma ideia, falar com ele antes de implantar qualquer coisa. Ele, muito de má vontade, me deu o email.
  4. Como se não bastasse, ele me contou uma história para finalizar a conversa, em que no final ele disse: “você pode dar água para o cavalo, mas jamais fará com que ele beba”. Ai meu deus!!!! Tenho mesmo que ouvir isso???

b) Fui encontrar com pessoas que querem também fazer alguma transformação no mundo. É a abertura de um local chamado The Kitchen, inspirado no The Hub London. Na verdade, é apenas uma festa de abertura e nenhuma roda foi realmente chamada durante o evento. Saí depois de 2 horas, quando a música começou a atrapalhar até as conversas das pessoas.

Conheci algumas pessoas legais, com ideias das mais diversas e a maioria das pessoas estavam no evento para saber se era lá que gostariam de trabalhar. Interessante e o que mais valeu a noite, foi o esclarecimento do que os Kiwis pensam em geral, sobre Mudança Social. Tive vários insights conversando com um Cambojano que cresceu na Nova Zelândia e acabou de retornar de uma viagem de 1 ano na África. Ele me deu algum as dicas, mas sabia que aqui é um país complicado para o que procuro, principalmente no centro da cidade, onde eu vivo. Disse que aqui, a ação comum é doar dinheiro para instituições. Cerca de 50% da população doa dinheiro, mas dificilmente eles procuram fazer algo muito “mão na massa”.Assim, defino o plano possível de ser feito aqui nessa terra, e também, o plano que posso fazer à distância.

c) Busquei a ajuda de Guerreiros Sem Armas das outras edições, para encontrar uma luz no fim do túnel.

Terceiro: O PLANO (Como?). O que mais me incomodou morando aqui no último ano foi a falta de GENTILEZA das pessoas, o CUIDAR do outro e do planeta. Sendo assim, eis o plano para a Nova Zelândia:

-Objetivo: Cuidar do outro através de gestos de Gentileza

-Local de atuação: ruas de Auckland e hall do meu prédio

ALÉM DISSO, EM OUTROS LUGARES: existe uma onda de positividade…

II. NOS EUA – AÇÃO de CUIDAR DO PLANETA: Participo de uma rede chamada Be The Change Alliance, com cerca de 60 pessoas fazendo pequenas ações no seu dia a dia, por um mundo melhor. Apesar de ser uma rede mundial, a maioria das pessoas são dos Estados Unidos e Canadá. Nos encontramos a cada 2 semanas para discutir o que temos feito em nossas vidas para essa mudança, com metas, resoluções e acompanhamento. O Plano é fazer a minha parte neste círculo e acompanhar, dando todo o suporte necessário às outras ações das pessoas deste círculo.

Meu pai, no Brasil, enviará mais informações sobre os projetos de arquitetura que ele está envolvido, relacionados ao tema de Sustentabilidade.

III. NO BRASIL – AÇÃO de CUIDAR DO OUTRO: No Brasil, estou encontrando muito mais pessoas interessadas em me ajudar.

  • No post passado, contei que a minha mãe começou a multiplicar os conhecimentos sobre Reciclagem entre vizinhos e amigos.
  • Meus amigos já estão fazendo diferentes ações em seus trabalhos e estou colhendo mais histórias de Gentileza via Redes Sociais.

Num país em que as pessoas são mais individualistas, me dá forças enxergar o que meus amigos e rede estão fazendo também. Cada um, fazendo o que é possível no seu entorno.


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